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Inspira, Expira

 

Respiro fundo e deixo as lágrimas caírem livremente. A minha alma está ferida de morte e tu és aquele que segura a lâmina.

Respiro fundo e não me me atrevo a mexer um único fio de cabelo. Deixo-me ficar no chão, olhos cerrados, bochecha contra o frio piso de betão, enrolada em mim mesma e abraçando o meu próprio corpo. Cada pequeno movimento torna a dor mais e mais dolorosa e a minha fonte de energia para lutar contra ela já se esgotou.

Respiro fundo e sorrio perante a ironia de nunca ter acreditado que realmente se poderia morrer por amor e, no entanto, cá estou eu, paralisada por uma ferida que não fecha, um corte que não sara e condenada por um coração partido…

 

Filipa Marques

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