| A Dama e o Vagabundo | Cheryl Holt – Opinião Literária

A Dama e o Vagabundo é uma história repleta de sedução e provocação, mas foram os seus segredos por desvendar que prenderam a minha atenção. A Dama e o Vagabundo Titulo original: Heart’s Delight Autora: Cheryl Holt Data de publicação: 10.julho.2018 Páginas: 432 Série: Série Homens Perdidos Volume: 1 Editora: Edições Quinta Essência ISBN: 9789897419676 Sinopse Órfão desde cedo, MICHAEL SCOTT viu-se obrigado a enfrentar a dureza e a solidão das ruas de Londres. Não tem memórias do passado mas é atormentado por terríveis pesadelos. É um solitário mas sente que há algo vital e precioso em falta na sua vida. O seu espírito indomável, porém, fez dele um vencedor. Tornou-se um homem rico, poderoso… e perigoso. Mas como pôde uma criança tão desprotegida singrar tão espetacularmente? Conseguirá um dia descobrir a verdade sobre si próprio? MAGDALENA WELLS dirige uma obra de caridade nos bairros mais degradados da cidade. Conhece bem a reputação de Michael, mas nem por isso deixa de sucumbir a uma espécie de feitiço quando finalmente se encontra frente a frente com ele. Michael é a pessoa mais extraordinária que ela alguma vez conheceu. Como pode um rufia ser tão distinto e bem-sucedido? Qual é a sua verdadeira história? Conseguirá Magdalena ajudá-lo a desvendar os segredos que ele tanto procura descobrir? E assim começa uma nova série da nossa favorita CHERYL HOLT. A Dama e o Vagabundo é o primeiro volume da saga Homens Perdidos, onde a autora tece habilmente uma história sobre a importância da família, do amor e da lealdade. Texto disponível no site da editora Leya, aqui. Opinião Michael Scott é um homem sem família, sem origens, que desde cedo aprendeu o que fazer para não morrer de fome. Ele é um homem duro que não liga à hierarquia da sociedade. Afinal, melhor do que ninguém, ele sabe que um título não transforma um ser humano numa pessoa melhor. Em primeiro lugar, este foi um personagem que me cativou pela sua inteligência, em segundo lugar, pelo seu lado mais humano. Ele revelou sempre este lado quando o assunto era a sua família. A incógnita da sua vida. Magdalena é uma mulher forte. Depois de ter saído de casa com coração partido, juntou-se a uma missão de solidariedade e passou a dedicar-se aos mais pobres. É nesse contexto que finalmente conhece Michael. A Dama e o Vagabundo foi um livro que prendeu a minha atenção nos pequenos detalhes, como as origens do personagem principal e os seus medos. Por vezes, não gostei da forma como ele lidou com a Magdalena. Tudo bem que ele dizia que gostava dela, mas ainda assim estava determinado a casar com outra. Apesar de amar Michael, Magdalena não se resigna a uma vida de amante. Falida e sem ninguém a quem recorrer, essa teria sido a solução mais fácil. Afinal ela amava-o de qualquer forma. Mas ela gostava dela o suficiente para sair de cabeça erguida, ainda que a vontade de chorar fosse muito forte. Isso foi o que mais me atraiu na personagem. A sua força, inteligência e independência. De uma forma geral, A Dama e o Vagabundo é um livro ligeiro, de leitura rápida e tranquila que desperta a curiosidade para a história do gémeo de Michael e para o que lhe terá acontecido. ******* Apenas para concluir, se gostou do que leu, pode encontrar mais das minhas opiniões neste link. Relacionado