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| O Príncipe da Meia-Noite | Laura Kinsale – Opinião Literária

Lady Leigh foi em busca de um professor. Alguém que lhe conseguisse ensinar o que ela precisava de saber para colocar a sua vingança em prática. Para isso ela precisava d’ O Príncipe da Meia-Noite, só não esperava encontrá-lo da forma que encontrou.

O Príncipe da Meia-Noite

 

Titulo original: The Prince of Midnight

Autora: Laura Kinsale

Data de publicação: janeiro de 2019

Páginas: 496

Editora: ASA

ISBN: 978-989-23-4382-2

Onde comprar: WOOK | LeyaOnline

Sinopse
Lady Leigh Strachan tem sede de vingança. Após o violento massacre da sua família, está determinada a ver sofrer aqueles que lhe destruíram a vida. Mas, para isso, precisa de aprender a disparar uma pistola, a manejar uma espada, a montar um cavalo… e a única pessoa que a poderá ajudar é o lendário Seigneur du Minuit – o Príncipe da Meia-Noite.
Mas, ao encontrá-lo, Lady Leigh depara-se com um cenário inesperado: o outrora ágil e sedutor salteador encontra-se debilitado e a viver num castelo em ruínas com apenas um lobo por companhia. A jovem, porém, não desiste. Pois não acredita na derrota do herói cuja fama ainda corre de boca em boca… e não resiste ao seu olhar, no qual brilha ainda uma chama feroz.
Conseguirá Leigh despertar o tão amado Príncipe da Meia-Noite, fazer correr novamente nas suas veias o sangue de um bandido?
E será isso que ela realmente quer?

Texto retirado do site online da editora LEYA, disponível neste link.

Opinião

Para ser muito sincera, inicialmente, antipatizei muito com a personagem Leigh. Tudo bem que ela sofreu e perdeu os que mais amava, mas ela não demonstrava respeito nenhum por S. T.. Para falar a verdade, em certos momentos, tão pouco por ela própria demonstrava qualquer respeito e isso fez-me um pouco de confusão.

Já S. T. , embora tenha sempre demonstrado a intenção de a ajudar, em grande parte do tempo ele não passava de um homem com muitas inseguranças. A verdadeira sombra do homem que ele foi no passado. O lendário Seigneur du Miniut estava mais dependente de terceiros do que ele gostava de admitir e isso levou-o a isolar-se do resto do mundo, no meio de um monte de ruínas a que chama de castelo. A sua única companhia é um lobo, o que só reforça a teoria de que ele se quer manter longe do resto do mundo.

A mudança de atitude

A meio do livro, S. T. tem a sua tão desejada cura e Leigh tem um pequeno vislumbre do que ele foi no passado. Mas nesse momento, ela já estava emocionalmente envolvida com ele, ao ponto de preferir que ele não fizesse nada do que ela inicialmente esperava dele, apenas para não ser descoberto e não ter a sua vida em risco. Foi neste momento da história que a minha relação com esta personagem realmente mudou. Foi neste momento que comecei a gostar de Leigh. Quando ela deixou de ser uma pessoa insensível e passou a mostrar um coração mais quente.

O auge do fanfarrão

Precisamente na altura em que Leigh começa a demonstrar sentimentos pel’ O Príncipe da Meia-Noite, ele decide mostrar-lhe parte do que foi no passado e toma várias atitudes que o colocam em risco. Uma das quais, levou-o a ser preso na ceita que Leigh tanto temia. Foi um tanto inconsciente da sua parte, mas ao mesmo tempo destemido e acrescentou alguma ação à história.

A Ceita

Confesso que, esta é uma realidade que me faz muita confusão. Acreditar cegamente em pessoas que controlam e manipulam as outras pessoas para seu beneficio próprio, faz-me confusão. A verdade é que não vejo outro motivo que não seja ignorância para fazer alguém acreditar naquilo a que muitos chamam de banha da cobra. Claramente neste livro, e tratando-se de uma história passada num tempo em que não havia informação, a ignorância dos seguidores foi o que deu poder ao líder da ceita. Mas se esta história fosse real e atual, tenho a certeza que este líder iria ter o seu rebanho, e isso, para mim, é o mais preocupante.

Só para finalizar

Este é um livro de leitura fácil e rápida. A sua história é cativante e faz-nos querer saber mais sobre o que aí vem. Por vezes deixou-me chateada, principalmente quando a personagem principal feminina se mostrava insensível.

Apesar de se tratar de um romance de época, tem passagens que se poderiam perfeitamente adequar à atualidade (sim, estou a falar da ceita. Por momentos fez-me lembrar da reportagem da TVI sobre a IURD). Mais uma vez reforço a minha ideia: estas pessoas – que se auto-intitulam de líderes – apenas têm todo este poder porque que os segue não tem informação nem formação suficiente para se defender destes que são os grandes manipuladores do mundo… E eles não estão apenas na religião…

Gostei que o personagem principal masculino não fosse apenas mais um homem forte e intocável. Gostei que ele mostrasse vulnerabilidade. Gostei que ele se parecesse mais com um homem real e menos com um Deus. Embora tenha de concordar com Leigh no ponto em que diz que ele se apaixona muito rápido. É verdade! Ele apaixonou-se por ela muito rápido.

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Podem ler mais das minhas opiniões literárias seguindo este link.

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