| O Jardim das Flores de Pedra | Deborah Smith – Opinião
O Jardim das Flores de Pedra é uma história intensa, repleta de segredos e onde a lealdade à família vai colocar em causa a descoberta da verdade e o triunfo do amor.
O Jardim das Flores de Pedra

Título Original: The Stone Flower Garden
Autor: Deborah Smith
Data de Publicação: junho de 2019
Páginas: 319
Editora: Porto Editora
ISBN: 978-972-0-03205-8
Onde comprar: | WOOK | Porto Editora | Bertrand |
Sinopse
Para Darl Union, a vida em Burnt Stand, na Carolina do Norte, foi sempre uma estranha mistura de riqueza, privilégio e solidão. Criada pela avó, uma mulher tão fria e dura como a pedreira de mármore que é a herança da família, o amor é-lhe estranho até ao dia em que se apaixona perdidamente por Eli Wade, o filho de um canteiro.
Porém, o amor adolescente e puro cedo se vê comprometido por uma teia de mentiras e de morte: o pai de Eli é considerado o responsável pelo desaparecimento da tia-avó de Darl e, embora inocente, acaba por ser morto.
Mas agora, vinte e cinco anos depois, há segredos que podem literalmente vir à superfície – e Darl e Eli têm finalmente uma hipótese de enfrentar e resolver o passado.
Texto disponível no site da Porto Editora, disponível neste link.
Opinião
O Jardim das Flores de Pedra coloca em extremos opostos a lealdade à família e a culpa. Ele está dividido em duas partes principais: a infância dos personagens principais e, mais tarde, a fase adultas dos mesmos.
A infância é repleta de regras rígidas e segredos que culminam em duas tragédias. Duas pessoas morreram no passado dos personagens e isso marcou o seu futuro.
Darl é testemunha de dois crimes. Ela era uma criança de apenas dez anos e isso marcou profundamente o seu desenvolvimento. A culpa perseguiu-a por todos os anos que se seguiram à morte da tia-avó e do pai de Eli. No meu entender, ela era apenas uma criança… Não tinha culpa nenhuma do que estava a acontecer de errado no mundo dos adultos… Mas, ter presenciado um crime, fez com que fosse manipulada pela avó, de uma forma cruel, para que mantivesse o silêncio… Em vários momentos da história, senti pena da menina que ela era. Não foi justo ela ter de tido de carregar todo aquele fardo consigo.
Gostei da forma como ela cresceu e do que decidiu fazer na sua vida profissional. Sei que era uma forma de buscar redenção, mas não tira o mérito dos seus atos.
Quanto ao Eli, o pequeno génio, cresceu e teve sucesso à sua própria conta. Nem sempre por caminho lícitos, mas gostei que ele tivesse tido a capacidade de “limpar” as asneiras que foi fazendo. Conseguir regressar e fazer algo de bom com o dinheiro ganho foi outro ponto positivo para o personagem.
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O livro tem uma escrita fluída e cativante. A história é envolvente, intensa e emocionante. A escritora planeou a história de forma a manter o leitor preso do inicio ao fim. E foi o que aconteceu comigo! Ter sido escrito em duas fases – infância e fase adulta – permitiu-nos conhecer melhor a história que levou aos acontecimentos do presente. Não é uma leitura muito leve, uma vez que existe algumas passagens carregadas de culpa e outras de ressentimento. Emocionou-me de cada vez que uma criança passava por uma situação traumática. No fim adorei o toque de perdão que a autora acrescentou à história dos personagens principais.
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